Sunday, April 25, 2010

Thursday, April 15, 2010

nota do dia

quando o jamie cullum canta, apetece-me trincar-lhe as cordas vocais!

que delícia para os sentidos...

não vejo a hora de o ver ao vivo...

Sunday, March 28, 2010

Gelado de Verão

"Foste a razão da viagem de umas férias para fugir
Foste a razão da viagem de umas férias para fugir
Encontrei-te na paragem, no descer e no subir

Dei o teu nome a toda a gente e a todos te quis chamar
Dei o teu nome a toda a gente e a todos te quis chamar
Dei a tua voz ao vento e ao movimento o teu andar

Foste a frescura da minha sede
Andei contigo na minha mão
Foste a frescura da minha sede
Andei contigo na minha mão
Pintei a boca de rosa e verde
Foste o gelado do meu verão

Foste a sombra do momento, tentação a experimentar
Foste a sombra do momento, tentação a experimentar
Foste a luz do salvamento de regresso ao meu olhar

Tu foste em todas as formas um país que eu nunca vi
Tu foste em todas as formas um país que eu nunca vi
Velho sonho dos meus olhos e eu só te vi a ti

Foste a frescura da minha sede
Andei contigo na minha mão
Foste a frescura da minha sede
Andei contigo na minha mão
Pintei a boca de rosa e verde
Foste o gelado do meu verão

Teu corpo minha toalha, foste o Sol da minha cor
Teu corpo minha toalha, foste o Sol da minha cor
Foste o mar da minha praia, tu foste o meu bronzeador

Foste a frescura da minha sede
Andei contigo na minha mão
Foste a frescura da minha sede
Andei contigo na minha mão
Pintei a boca de rosa e verde
Foste o gelado do meu verão"

letra de António Variações


Adoro esta música desde a primeira vez que a ouvi. Hoje, escutando-a novamente, recordei porquê. É tão inocente e ao mesmo tempo diz algo tão poderoso como "dei a tua voz ao vento, e ao movimento o teu andar" (o meu verso preferido). É amor.

E é também verão. Saudades do verão, e de praia. Agora que a primavera desponta (pelo menos no calendário), ainda apetece mais passear e respirar fundo por aí. E viajar - mas isso apetece em todas as estações. Mas lá que "umas férias para fugir" eram bestiais... lá isso eram.

Tuesday, March 16, 2010

belguïque



um bichinho fofinho e uma frase sonoramente deliciosa. e chega...

Tuesday, March 9, 2010

finalista mode

Acabo de ver um enxurrada de fotos do meu percurso pela faculdade. Não foi de todo, nem de perto, mas de dias tão importantes como insignificantes. Nadas que foram o tudo deste tempo que foi correndo. No meio da confusão do quotidiano, é fácil perder de vista o quanto gostamos de quem temos por perto. Quem está ali, mesmo a jeito, todos os dias de todas as semanas que se nos vão escorrendo por entre os dedos. Tanto vivemos juntos, e ainda assim parece tão pouco. Pouco tempo para conhecermos tudo o que queríamos, para alcançar tudo o que sonhamos... para ver num futuro próximo os frutos das sementes tímidas que fomos plantando. Em mim foi crescendo o sentimento de pertença, de família, de afecto incondicional por todos os que me acompanharam. Foram 6 anos e, mesmo no meio de tanto rebuliço, pareceram 6 meses. Angústias e gritos de alma esbatem-se nestes momentos, em que nada mais resta senão olhar para o céu, para o chão, para onde se queira... e murmurar um sentido obrigado. Obrigado por o podermos ter feito. Dada a escolha, mudaríamos algumas coisas, é certo. Mas o essencial está presente. Oxalá vá estando muito tempo.

Saudades de tudo o que fomos. Orgulho no que somos. Vontade de fazer tudo de novo, com o mesmo sorriso estampado nos lábios...

Saturday, February 27, 2010

"If I ruled the world" by Jamie Cullum



If I ruled the world,
Every day would be the first day of spring.
Every heart would have a new song to sing,
and we'd sing of the joy every morning would bring.

If I ruled the world,
Every man would be as free as a bird.
Every voice would be a voice to be heard,
take my word we would treasure each day that occurred.

My world would be a beautiful place
Where we would weave such wonderful dreams.
My world would wear a smile on its face,
like the man in the moon has, when the moon beams.

If I ruled the world,
Every man would see the world was his friend.
There'd be happiness that no man could end,
no my friend, not if I ruled the world.

Every hand would be held up high,
There'd be sunshine in everyone's sky.
If the day ever dawned,
when I ruled the world.

Every hand would be held up high,
Every star would shine in everyone's sky.
If the day ever dawned,
when I ruled the world...

uma delícia...

Tuesday, February 16, 2010

"what happened to the beauty I had inside of me?"

"Quando todos vão dormir
é mais fácil desistir,
Quando a noite está a chegar
É difícil não chorar.
Eu não quero ser
a luz que já não sou
(...)
Eu não quero ser
As lágrimas que vês"


O que é que fazemos quando já não sabemos bem quem somos? Quando aquilo que nos parecia caracterizar tão bem no passado agora já não se adequa, e não há bons adjectivos que descrevam o presente?

Constantes tentativas de ficar à tona, com a estranha sensação de que não se faz a mínima ideia do que se está a fazer. Improvisa-se...

Até há algum tempo atrás eu era uma pessoa alegre. Digo alegre porque a alegria, tal como li num livro (e me parece bem), é diferente de estar contente ou de felicidade. Contentamento é uma reflexão mais ou menos racional do que se está a sentir, está-se contente com alguma coisa. A felicidade é um objectivo, um momento em que tudo bate certo, e, apesar de sempre perseguida, transitória. Em pulsos.
A alegria é irracional... é não ter razão nenhuma. Um estado de alma. É um optimismo natural face ao mundo, é um risório a contrair face ao horizonte só para gastar ATP's. É rir quando vemos um bichinho engraçado ou quando pensamos na nossa música favorita e a rádio começa a tocá-la. Ok, estou a dar razões. Mas não são razões razões. São as "pequenas coisas".

Como eu dizia, eu era uma pessoa alegre. Naturalmente, sem pensar nem projectar nem ter intenção. Era porque sim, e não pensava muito nisso. Só sabia que gostava.

Agora... agora acho que não. Muito aconteceu, muito se estragou que dificilmente se remedeia. Não vale a pena chorar sobre leite derramado, é certo, mas era UHT do melhor, biológico e vindo do comércio justo das vaquinhas do Sri Lanka...
Agora reina a instabilidade, o parecer estar sempre na eminência de me desconchavar em emoções. E isso nota-se. Eu sei que se nota... Não acho que aqueles que conheço me olhem da mesma forma. Vêem-me tal como me sinto - frágil.

Sinto-me frágil.

E não gosto. Quem é frágil não inspira. Só inspira cuidado.

Precisava parar. Já parei tanto tempo... mas nunca para olhar para dentro com olhos de ver. Só para me perder em mil emoções novas e me esquecer do que há para resolver. E é bom, é certo.

Mas... tempo? Quem o tem? Todos à minha volta correm para uma meta que está traçada há muito. A mim faltam-me as pernas. Não por estar cansada. Não porque não quero chegar. Não sei porque me faltam... nunca faltaram antes.

O que é que se faz quando tememos estar a tornar-nos exactamente no que não queremos? Quando já basta de oferecermos as mesmas desculpas vezes e vezes sem conta a nós próprios, quando a auto-comiseração - que tanto detestamos e atacamos vezes sem conta - começa a desenhar-se em nós?

É difícil quebrar vícios de pensamento. Quando falo com os outros, devolvem-me as minhas ideias. Não são os outros que me vão mudar, de qualquer forma. Sou eu. Sei o que tenho de fazer. Só não sei como me sentir bem com isso.

Para onde foi a versão 2.0 de mim que há uns meses se desenhava?

Quando é que consigo começar a ser a pessoa que quero ser?